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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Atividade Prática Supervisionada

Proposta de atividade vincula à disciplina Literatura Brasileira - Poesia com a orientação da Profª Simone e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.

Grupo de letras - Campus Vergueiro
Universidade Paulista UNIP - SP

Introdução

Os livros didáticos são de extrema importância para o ensino nas escolas, pois, eles reúnem conteúdo e exercícios que auxiliam no trabalho do professor. Por esse motivo o Ministério da Educação e Cultura (MEC) criou o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) que tem como objetivo revisar materiais didáticos para garantir que escolas públicas recebam um material de qualidade e as escolas particulares possam escolher com mais propriedade dentre os muitos que existem no mercado.

Este trabalho consiste na avaliação de dois livros didáticos diferentes sendo um de linguagens (reconhecido pelo PNLD), isto é, reúne conteúdos de gramática, literatura e produção de texto, e o outro apenas de literatura (não reconhecido pelo PNLD).

Escolhemos um assunto presente em ambos os livros para realizar esta comparação e relacioná-los aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a fim de identificar se estes livros propõe o desenvolvimento das competências de Língua Portuguesa presentes nos PCNs.

Livro didático reconhecido pelo PNLD

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens: Volume 3: Ensino Médio. "A primeira fase do Modernismo. Os Andrades". 5. Ed. São Paulo: Atual, 2005.

Parte I

Análise Crítica do Capítulo

O capítulo analisado contextualiza o movimento literário e apresenta vida e obra dos dois autores mais importantes Oswald e Mario de Andrade. Esta contextualização é regrada de fragmentos de obras literárias e imagens de artes plásticas da época relacionadas ao movimento Modernista.

O contexto histórico está presente no capítulo, porém, não foi aprofundado, mencionou apenas os aspectos gerais da década de 1920 que influenciaram a Semana de Arte Moderna de 1922, rapidamente passa para a década de 1930 e fala pouco sobre as três “fases” do modernismo na poesia que são “Pau-Brasil”, “Verde-Amarelismo e Anta” e “Antropofagia”.

Quanto a parte prática o capítulo contém dois momentos de exercícios de leitura e compreensão dos aspectos históricos e estilísticos presentes nos textos. É importante reconhecer aqui a variedade de exercícios que permitem um reflexão do conteúdo e, além disso, no final do capítulo existe uma sugestão de leitura extraclasse de interpretação de texto que reforça as características do movimento com mais exercícios de reflexão.

Parte II

Perspectiva dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais)

A contextualização histórica presente no livro didático é de extrema importância para o ensino de Língua Portuguesa, pois, segundo os PCNs (Pág. 22):

Compreender a língua é saber avaliar e interpretar o ato interlocutivo, julgar, tomar uma posição consciente e responsável pelo que se fala/escreve. Toda fala/escrita é histórica e socialmente situada, sua atualização demanda uma ética.
O trabalho com a Língua deve ser então sócio-histórico-cognitivo que leva em consideração o contexto social do aluno e dá a ele poder de fala que segundo os PCNs “Dar espaço para a verbalização da representação social e cultural é um grande passo para a sistematização da identidade de grupos que sofrem processos de deslegitimação social.” (Pág. 20).

O livro didático apresenta nos exercícios de reflexão um espaço de verbalização que deve ser colocado como centro do trabalho didático.

Este material integra a literatura, produção de texto e a gramática, ou seja, o ensino tradicional de gramática agora é pautado em outras formas de linguagens. Essa postura é ancora nos PCNs que afirma que “os conteúdos tradicionais foram incorporados por uma perspectiva maior, que é a linguagem, entendida como um espaço dialógico, em que os locutores se comunicam.” (Pág. 23).

Livro didático não reconhecido pelo PNLD

CAMPEDELLI, Samira Yousseff; SOUZA, Jésus Barbosa. Literaturas brasileiras e portuguesas: Volume único. "Modernismo no Brasil-Primeira fase". 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

Parte I

Análise Crítica do Capítulo


O capítulo analisado traz muita intertextualidade com a matéria de artes, possibilitando aos alunos uma aula interdisciplinar e uma maior compreensão sobre o assunto. O livro dedica um número significativo de páginas, bem sintetizadas, com a intenção de orientar o aluno quanto a importância da Semana de Arte Moderna e sua influência direta na literatura.

Os autores do livro, colocam um breve contexto histórico, mas não aprofundam o assunto para que os alunos entendam melhor sobre quais são as mudanças históricas que estão ocorrendo no país e no pensamento de homens e mulheres para que estes, necessitem de uma nova literatura que rompa com o conservadorismo do movimento anterior. Há intertextualidade com a disciplina de história, porém, a aula que poderia ser interdisciplinar, não se faz possível através do texto que é muito breve.

Ao tratar mais a fundo sobre a semana de arte moderna nas páginas seguintes, os autores falam da hibridez desta semana e, para dar forma aos textos, utilizam os cartazes e textos da época. Desta forma, possibilitam a compreensão dos ideais aos quais os artistas se dedicaram.

O capítulo traz muita interpretação de texto (construção de sentidos) e de forma simples, acaba por fazer uma revisão dos possíveis gêneros textuais existentes, pois traz nos exercícios, análise de paródia, música, conto, prosa e outros, para que os alunos possam fixar e aprender a argumentar sobre o modernismo- Primeira fase e suas características.


A proposta do livro, é fazer com que os alunos, compreendam os ideais trazidos pela semana de arte moderna fazendo um link com os ideais trazidos pelos escritores na literatura; assim, ilustra que a mudança social, política,econômica e subjetivista, digamos assim, ocorre em todos os campos da arte e com os mesmos ideais.

O capítulo é inteiramente sobre literatura e, não aborda questões sobre análise morfológica ou sintática; não há correlação com o ensino de gramática pois foi construído para que os assuntos sejam tratados separadamente. 

Parte II

Perspectiva dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais)

A escola deverá organizar um conjunto de atividades que possibilite ao aluno desenvolver o domínio da expressão oral e escrita em situações de uso publico da linguagem, levando em conta, segundo os PCNs (Pág. 19):

Os papéis dos interlocutores, a avaliação que se faz do ‘outro’ e a expressão dessa avaliação em contextos comunicativos devem ser pauta dos estudos da língua. Dessa forma, podemos falar em adequação da linguagem a situações de uso.

E selecionar a partir disso, os gêneros adequados para a produção do texto, operando sobre as dimensões pragmáticas semânticas e gramaticais que segundo os PCNs (Pág. 21):

Toda e qualquer análise gramatical, estilística, textual deve considerar a dimensão dialógica da linguagem como ponto de partida. O contexto, os interlocutores, gêneros discursivos, recursos utilizados pelos interlocutores para afirmar o dito/escrito, os significados sociais, a função social, os valores e o ponto de vista determinam formas de dizer/escrever.
De acordo com os PCNs existem alguns gêneros que são privilegiados para a prática e leitura de textos.
Para que o aluno perceba a diferença entre esses gêneros e desperte o interesse pela leitura a autonomia para ler textos diversos adequados a condição atual do aluno.

O aluno venha ter interesse pela leitura e escrita como fonte de informação, aprendizagem, lazer e arte, questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição e a capacidade de análise crítica.

Considerações finais

Chegamos à conclusão de que o livro de linguagens está mais próximo da perspectiva proposta pelos PCNs e por isso faz parte do PNLD, pois, abrange as áreas da linguagem de maneira harmônica ai invés de focar em cada um dos “setores” separadamente. 

Referências Bibliográficas

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Parte II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Ensino Médio. Brasília: MEC/SEF, 2000.

CAMPEDELLI, Samira Yousseff; SOUZA, Jésus Barbosa. Literaturas brasileiras e portuguesas: Volume único. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens: Vomule 3: Ensino Médio. 5. Ed. São Paulo: Atual, 2005.

Publicado por 

Erick Oliveira da Silva                                 RA: C646EI-3
Grazziela A. dos Santos                             RA: C5853D-2
Maria José dos Santos                               RA: C418AH-3

Mariana Paiva                                             RA: C5584F-9 


sábado, 19 de novembro de 2016

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Proposta de atividade vincula à disciplina Morfossintaxe Aplicada da Língua Portuguesa com a orientação da Profª Sueli Salles e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.
Grupo de letras - Campus Vergueiro

Universidade Paulista UNIP - SP

Relatório de aulas da disciplina de Morfossintaxe Aplicada da Língua Portuguesa


Parte I – Apresentação

O que é morfossintaxe?

Utilizamos nesta disciplina, diversos livros como base teórica, sendo o principal deles Prática de morfossintaxe da professora SAUTCHUK, Inez. Ela afirma que:
"Quando o falante da língua produz qualquer enunciado, está sempre articulando duas atividades linguísticas básicas: a de escolha de uma forma e a de relação dessa forma com outra."
Todo enunciado possuí uma escolha morfológica (eixo paradigmático) e determinadas relações entre essas escolhas (eixo sintagmático). Por isso, o estudo da estrutura da língua deve ser morfossintático, isto é, a junção desses dois eixos.

Por que estudar morfossintaxe?

Muito se discute sobre a importância dos estudos gramaticais da língua. Esta disciplina, pretende unificar os diversos níveis de ensino que, geralmente, são separados pelas gramáticas tradicionais em fonética, morfologia, sintaxe e semântica. Segundo SAUTCHUK (2010, pág. 13):
"Para que se possa efetivamente demonstrar como ocorre esse funcionamento morfossintático da língua, é necessário que se tenha, porém, um conhecimento seguro das classes gramaticais e das várias possibilidades de relação que podem ser feitas a partir de seus integrantes. Pode-se afirmar, de antemão, que todas as funções sintáticas contraídas no eixo sintagmático são confirmadas, originadas ou autorizadas pela base ou natureza morfológica das unidades envolvidas nessas relações."

Parte II – Revisão


Iniciamos a disciplina com uma breve revisão dos conteúdos linguísticos estudados nos semestres anteriores, com o objetivo de ativar estes conhecimentos para aplicar nos próximos conceitos. Os conteúdos revisados foram:
  • Estruturalismo;
  • Sintaxe segundo Chomsky;
  • Eixo paradigmático x Eixo sintagmático;
  • Hierarquia gramatical moderna x tradicional;
  • Morfemas lexicais e gramaticais;
  • Tipos de gramemas;
  • Classificações morfológicas.

Conceituamos também, as noções de frase, oração e período que são fundamentais para prosseguir nos estudos sintáticos.

Segundo Cunha e Cintra (2013, pág. 133) “Frase é um enunciado de sentido completo, a unidade mínima de comunicação”. Portanto basta ter sentido completo e será frase, não necessariamente com a presença de um verbo diferente da oração que segundo Cereja e Magalhães (2011, pág. 226) “Oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo”.

Sempre que essas duas definições se combinam, ou seja, sempre que temos uma oração com sentido completo, dizemos que é um período. Segundo Cereja e Magalhães (2011, pág. 226) “Dá-se o nome de período à frase organizada em oração ou orações”. 

Parte III – Período Simples


Definimos quais são os termos sintáticos mais importantes: o sujeito e o predicado. Segundo Cunha e Cintra (2013, pág. 136) “O sujeito é o ser sobre o qual se faz uma declaração; O predicado é tudo aquilo que se diz do sujeito”. Tanto o sujeito quanto o predicado recebem classificações diferentes dependendo de como estão organizados sintaticamente, isto é, dependendo da relação com outros elementos.

Classificação do sujeito

Classificação do predicado

Identificamos a relação entre classe morfológica, sintagma e função sintática. Essa relação é denominada de Cruzamento dos eixos como exemplificado a seguir:

Parte IV – Período Composto


Subordinação

Segundo Cunha e Cintra (2013, pág. 612) “Dissemos que as orações subordinadas funcionam sempre como termos essenciais, integrantes ou acessórios de outra oração”. As subordinadas recebem uma classificação dependendo de qual é a sua relação com a oração principal. Existem três classificações e cada uma delas com seus respectivos tipos:
  • Oração Subordinada Substantiva (OSS) – OSS subjetiva; OSS objetiva direta; OSS objetiva indireta; OSS predicativa; OSS completiva nominal; OSS apositiva;
  • Oração Subordinada Adjetiva (OSAdj) – OSAdj explicativa; OSAdj restritiva;
  • Oração Subordinada Adverbial (OSAdv) – OSAdv causal; OSAdv comparativa; OSAdv concessiva; OSAdv condicional; OSAdv conformativa; OSAdv consecutiva; OSAdv final; OSAdv proporcional; OSAdv temporal.

Coordenação

Segundo Cunha e Cintra (2016, pág. 610) “A oração coordenada, como a principal, nunca é termo de outra oração nem a ela se refere”. As orações coordenadas são, portanto, independentes e podem estar separadas no período por vírgulas ou por conjunções.

A oração que não contém conjunção é chamada de assindética e aquela que contém recebe o nome de sindética e sua função. As funções das coordenadas sindéticas podem ser:
  • Aditivas;
  • Adversativas;
  • Alternativas;
  • Conclusivas;
  • Explicativas.

Parte V – Aplicação


Durante as próximas aulas, executamos exercícios de casos peculiares e ambíguos de classificação e corrigiremos situações de textos defeituosos utilizando os conhecimentos morfossintáticos e também semânticos, já que muitas vezes a estrutura sintática interfere no significado.

Como forma de exemplificação, abaixo segue um trecho considerado defeituoso. Este texto foi corrigido em sala de aula. Para facilitar a compreensão, do que foi proposto como correção, as palavras ou pontuações menos adequadas estarão numeradas e em seguida teceremos os comentários:

“A maconha, onde(1) seu nome científico é Cannabes sativa, é a droga ilícita mais experimentada no Brasil. Justificando(2) que é menos inofensiva(3). Como o álcool e o cigarro(4)." 

1. Na primeira frase, “onde” não está usado adequadamente, pois não há relação de lugar;
2. Na segunda frase, vemos uma estrutura incompleta, devido ao verbo no gerúndio e não ter um auxiliar ou outro verbo flexionado;
3. A expressão “menos inofensiva” dá a ideia de “mais agressiva”, esta forma de escrever causa confusão no entendimento, pois pelo que se pode perceber a intenção do autor era dizer que os usuários da maconha defendem que ela é “mais inofensiva” do que outras drogas;
4. Na terceira frase, não há sequer um verbo e a palavra “como” não tem um referente de comparação claramente definido.

A nossa proposta de correção levando em consideração tudo que foi apontado é a seguinte:

“A maconha, cujo nome científico é Cannabes sativa, é a droga ilícita mais experimentada no Brasil seguindo  perspectiva de que é mais inofensiva do que o álcool e o cigarro”.

Considerações finais


Os fundamentos teóricos, são extremamente importantes para todos os estudos. Quando se trata de língua muitos acreditam que um falante já possuí todo o conhecimento necessário para se comunicar em sociedade, no entanto, o conhecimento das teorias gramaticais e linguísticas são fundamentais, assim afirma Antunes (2014, pág. 15)
"A concepção (ou a teoria) que se tem acerca do que seja a linguagem, acerca do que seja a língua, do que seja a gramática é o ponto de partida para todas as apreciações que fazemos, mesmo aquelas mais intuitivas, mais descompromissadas e corriqueiras."
A disciplina de morfossintaxe é, antes de tudo, o estudo da estrutura da Língua Portuguesa com base teórica diversificada e com o objetivo de verificar diversas ocorrências no uso da língua, sejam elas consideradas adequadas ou não para cada situação comunicativa.

Como futuros professores de Língua Portuguesa entendemos que o ensino de gramática deve ser atualizado, ou seja, devemos trabalhar com gêneros discursivos que circulam em sociedade sempre com o objetivo de trazer o conhecimento de mundo dos alunos para a sala de aula e instrumentá-los para que possam se desenvolver bem em diversas situações de comunicação e produção de textos. Segundo SANT’ANNA (2011, pág 76)
"Enfim, os professores de Língua Portuguesa, ao incluírem no espaço da sala de aula as várias modalidades discursivas correntes do cotidiano e aquelas que o aluno precisará fazer uso em sua experiência social mais formal, estarão tanto instrumentando para uma prática contextualizada e eficiente de leitura, e escritura de textos, quanto contribuindo para sua formação integral como cidadãos atuantes na sociedade em que vivem."

Referências bibliográficas


[1] Livro: SAUTCHUK, Inez. Prática de morfossinxe: como e por que aprender análise (morfo) sintática. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.

[2] Livro: CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Gramática do portugês contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013.

[3] Livro: CEREJA, William; MAGALHÃES, Thereza. Conecte: gramática reflexiva. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

[4] Livro: ANTUNES, Irandé. Gramática contextualizada: limpando ‘o pó das ideias simples’. 1. ed. São Paulo: Parábola, 2014.

[5] Artigo: SANT’ANNA, Marco A. Os gêneros do discurso. D. In: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Prograd. Caderno de formação: formação de professores didática geral. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011, p. 68-76, v. 11.

Plano de aula para 3º Ano do Ensino Médio 

Livro didático utilizado

            CEREJA, William, MAGALHÃES, Thereza. Conecte: gramática reflexiva. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

Conteúdos

            Revisão de período simples e composto.

Objetivos gerais

            Retomar os conhecimentos de período simples através dos textos do livro didático e relacionar com os elementos do período composto.

Objetivos específicos

  • Diferenciar período simples e composto;
  • Reconhecer as relações de sentido do texto através da estrutura sintática.

Recursos metodológicos

            Livro didático e material de apoio (xerocado).

Etapas da aula

  • Apresentar os conteúdos proposto para esta aula;
  • Leitura de textos do livro didático para discutir os termos presentes nestes textos e sua relação com o sentido;
  • Leitura do poema “O assassino era o escriba” de Leminski;
  • Análise do poema em grupo e discutir as respostas para as questões apresentadas pelo professor.

Avaliação

Atividade em grupo de até 5 pessoas com os seguintes objetivos:
Levantamento de vocabulário necessário para compressão do poema (nomenclatura dos elementos sintáticos);
Leitura e análise do poema para responder as questões a seguir.

O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Paulo Leminski

1.    Defina o que é período simples e período composto. Aponte no poema um exemplo de cada um.
2.    Identifique no poema ao menos 3 elementos da análise sintática e explique o efeito de sentido deste termo no poema.
3.    Considerando as discussões em sala de aula sobre frase, oração e período: Identifique no poema um exemplo de frase nominal e um exemplo de oração.
4.    Lexema e gramema (verificar no livro do Cereja e Magalhaes);
5.    A gramática determina que quando o sujeito não estiver escrito na frase ele deve ser considerado oculto, indeterminado ou inexistente. Assim, quando o verbo estiver em terceira pessoa tem-se o sujeito indeterminado.
No sétimo verso do poema aparece o verbo “casou” identifique o sujeito deste verbo e compare com a definição de sujeito proposta pela gramática. 

Referências

[1] Livro: CEREJA, William, MAGALHÃES, Thereza. Conecte: gramática reflexiva. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
[2] Site: http://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/portugues-sintaxe-a-partir-de-um-poema-de-leminski.htm
Acesso em: 19/11/2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Proposta de atividade vincula à disciplina Literatura Portuguesa - Poesia com a orientação da Profª Lígia Menna e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.
Grupo de letras - Campus Vergueiro
Universidade Paulista UNIP - SP



Plano de aula sobre Modernismo no Brasil para alunos do Ensino Médio



Ementa

Nesta aula pretende-se apresentar as principais características do movimento literário, com ênfase na "Semana de arte moderna" ocorrida em 1922 como marco importante desta fase no Brasil. 

Objetivos gerais:

Apresentar o movimento literário e sua importância para as artes de expressão nacional. 

Objetivos específicos:

  • Reconhecer a importância deste movimento no desenvolvimento artístico e social brasileiro, bem como sua influência na atualidade;
  • Reconhecer as principais características do movimento;
  • Indicar os principais autores e autoras desta época;
  • Interpretação de textos literários.
Recursos metodológicos:

Aula expositiva e datashow.

Avaliação:


Realização de uma atividade em grupo: leitura de poemas e pequenos textos dos autores modernista estudados em sala. Em seguida responder as seguintes questões:

1 - Exemplifique e comente as características do Movimento Literário Modernismo encontradas nos textos.

2 - Escolha um dos poemas e compare com alguma música, poema ou texto atual que você conheça. Justifique suas escolha com comentários envolvendo as semelhanças e diferenças entre os textos


Acesso em: 16/05/2016

Por: Grazziela de Almeida Santos, Erick de Oliveira e Maria José.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Um poeta, muitas faces.

http://www.fpessoa.com.ar/fotos.asp

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.







ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Proposta de atividade vincula à disciplina Literatura Portuguesa - Poesia com a orientação da Profª Lígia Menna e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.
Grupo de letras - Campus Vergueiro
Universidade Paulista UNIP - SP


Fernando Pessoa 

Nascera em 1888 na cidade de Lisboa, sua infância foi em parte nesta cidade e outra em Durban, uma colônia inglesa da África do Sul, onde escreveu seus primeiros textos em inglês. Retornou a Portugal aos 17 anos para ingressar na universidade, no entanto abandonou o curso para estudar sozinho, sobretudo, literatura em Língua Portuguesa foi então que Pessoa começou a escrever suas obras em língua materna tendo uma repercussão significativa em vida, mas o reconhecimento de toda sua produção só ocorreu após a sua morte em 1935.



"Os eu a sós comigo"

A maior de suas contribuições para a literatura mundial sem dúvida foi a criação da Heteronímia, que consiste em "criar autores" com características físicas, psicológicas e biografia própria. Foi com essas "vozes" que muitas de suas obras foram escritas cada uma carregada da subjetividade única dos heterônimos. Esse fenômeno literário fora recebido pela sociedade da época de maneira suspeita, pois muitos não entendiam o que de fato é a heteronímia, essa situação levou Pessoa a escrever uma carta para um de seus colegas explicando tal criação. Fica aqui disponível o link desta carta para aqueles que desejam saber mais:

Outros sites consultados:


http://arquivopessoa.net/

Acesso em: 29/04/2016

Por: Grazziela de Almeida Santos, Erick de Oliveira e Maria José. 





domingo, 27 de março de 2016

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Proposta de atividade vincula à disciplina Literatura Portuguesa - Poesia com a orientação da Profª Lígia Menna e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.

Grupo de letras - Campus Vergueiro
Universidade Paulista UNIP - SP

O movimento

Para a execução da atividade anteriormente citada, foi escolhido o movimento literário Modernismo.


No Brasil

Dividido em três fases, o modernismo foi um movimento literário que teve seu início no séc. XX, tendo como base as artes plásticas e a pintura. O seu marco se deu no Brasil em 1922 com a semana de arte moderna.
Os textos deste movimento tinham como objetivo indicar a necessidade de renovação e uma grande preocupação em substituir valores antigos. Sendo um dos principais movimentos do séc. XX, rompe com a tradição clássica e busca uma literatura que tenha uma forma “livre” de ser, sem fórmulas e sem regras, sem palavras tão cultas e rebuscadas demais quebrando a cultura conservadora do século XIX e que se aproxime mais da linguagem utilizada pelo povo.
As principais características deste movimento na literatura são:

1° fase:1922 a 1930
- Linguagem livre ( sem rima e sem métrica);
-Linguagem coloquial;
-Ironia;
-Temas que remetem ao cotidiano das pessoas.

2° fase:1930 a 1945

Prosa

-Regionalismo;
-Romance urbanista.

 Poesia

-Temas que questionam a existência humana;
- Versos livres.

3° fase: 1945 a 1960

-A poesia volta a ficar formal;
-Na prosa, se tem o aprofundamento psicológico dos personagens;
-O tradicional “início, meio e fim” deixa de ser usado.

Dentre os grandes nomes deste movimento,destacam-se: Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.


Em Portugal





Assim como no Brasil o modernismo em Portugal é fruto de uma necessidade de renovação, de se buscar uma literatura mais livre e mais próxima do povo.
Contestador e anárquico, o modernismo em Portugal é divido em quatro fases tendo seu inicio em 1915 estendendo-se até a década de 70. Muitos estudiosos consideram somente as três primeiras fases, pois enquanto os neorrealistas buscavam algo mais social, bem próximo ao realismo, os surrealistas optavam por uma literatura que modificava as estruturas da realidade.
Dentre os grandes nomes deste movimento, destacam-se: Fernando pessoa, Mario de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, João Gaspar Simões, Irene Lisboa, Miguel Torga, Alves Redol, Fernando Namora, Antônio Pedro, José Agusto França entre outros.


 Orfismo:1915 a 1927

É a primeira fase do modernismo português e tem este nome por conta da revista Orfheu que foi a primeira a divulgar ideias modernistas na Europa no séc. XX. Foi fundada por artistas plásticos e escritores dentre eles, Fernando Pessoa, Mario de Sá-Carneiro e Almada Negreiros principais representantes desta primeira fase.

Características:
-Literatura livre e sem métrica;
-Inserção da Literatura Portuguesa  no contexto cultural Europeu;


Neorrealismo:1940 até 1974

Terceira fase do modernismo em Portugal.Surge devido a conturbação do contexto-histórico que passava por uma grande crise econômica, regime totalitário e fortes tensões provocadas pela segunda Guerra Mundial.


Características:


-Críticas ao individualismo;
-Críticas ao esteticismo;
-Divulgação do pensamento marxista;
-Literatura como critica social.

Surrealismo:1947 a 1974

Quarta fase do modernismo em Portugal e considerada por muitos a última.

 Características:

-Escrita automática;
-Livre associação de ideias e palavras;
-Caráter figurativo e irracional.

Referências bibliográficas:






Acesso em: 27/03/2015

Por: Grazziela de Almeida Santos, Erick de Oliveira e Maria José.









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terça-feira, 22 de março de 2016

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA

Proposta de atividade vincula à disciplina Literatura Portuguesa - Poesia com a orientação da Profª Lígia Menna e sob coordenação da Profª Joana Ormundo.

Grupo de letras - Campus Vergueiro
Universidade Paulista UNIP - SP

INTRODUÇÃO

A tecnologia avança cada vez mais e quando se trata de educação, tem-se lacunas a serem preenchidas: Como utilizar a tecnologia a favor dos alunos em sala de aula? Como mostrar aos alunos a importância da internet e o que se pode conseguir utilizando as redes sociais?
Partindo destas questões, este projeto foi elaborado para facilitar o aprendizado dos alunos no ensino de Literatura Portuguesa a princípio.
 O facebook é uma das redes sociais mais utilizadas desde o seu surgimento, até hoje. Com a pesquisa, foi observada a falta de um conteúdo bem elaborado e confiável sobre alguns autores literários e até mesmo sobre demais assuntos relacionados à educação. Por ser algo interativo, onde se pode colocar fotos, escrever, trocar opiniões e mandar mensagens, a rede social chama muita à atenção. E por que não utilizá-la para estudar? Para trocar conhecimentos com bases sólidas?
As pessoas precisam aprender a utilizar as redes sociais para realizarem pesquisas.Estudantes e professores, precisam adotar esta ferramenta, e mais, ajudar na elaboração de um conteúdo confiável. Assim, terão mais pesquisadores nas redes e todos poderão usufruir de todo o conteúdo produzido, tornando o facebook e a internet grandes aliados para os estudos dos alunos.

Objetivos gerais: Relacionar a literatura clássica com o ensino-aprendizagem utilizando a tecnologia, redes sociais, sites, blogs, ou qualquer outro meio digital de comunicação para incentivar a leitura dos clássicos(nesse caso com ênfase em autores portugueses) e tornar a aula muito mais interessante.

Elaboração da proposta: Muitos dos autores clássicos ocupavam cargos ou posições na sociedade que exigia um comportamento bastante formal, não os conhecemos em seus momentos de lazer isso levantou uma dúvida, se eles estivessem vivos e utilizassem o facebook oque iriam publicar, comentar e compartilhar? Foi pensando nesta resposta que o grupo decidiu criar perfis no facebook como se fossem alguns autores.

Proposta: Foi escolhido um autor para ser o perfil central, ou seja, ele quem vai possuir mais publicações e os demais autores serão seus amigos no facebook e irão comentar as postagens do perfil central, assim vamos promover o diálogo daqueles que viveram em épocas completamente diferentes e tentar resgatar suas biografias e suas ideias.

Autores: O perfil central é Fernando Pessoa, os demais perfis serão alguns de seus heterônimos, Camões, entre outros autores(ainda não fechamos o número de autores desejados e estamos abertos para ideias e questionamentos). 

Links: Abaixo está o link do perfil central.
https://www.facebook.com/profile.php?id=100011420600305

Acesso em: 22/03/2015


Por: Grazziela de Almeida Santos, Erick de Oliveira e Maria José.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Áudio para a Análise da Conversação



Análise da conversação

Oi pessoal, este é o nosso trabalho da disciplina Teorias do Texto com orientação da Profª Joana Ormundo, consiste em transcrever e analisar uma conversa informal gravada, sugiro ao leitor que escute o áudio e leia a transcrição ao mesmo tempo para acompanhar os símbolos do modelo de transcrição. Fiquem a vontade para comentar nosso trabalho e boa leitura a todos.

Evento da fala: Conversa informal sobre a greve dos professores do Estado de São Paulo do ano de 2015.

Trata-se de uma conversa entre três amigas em um "barzinho" na cidade de Mauá, num domingo dia 10 de maio de 2015. Após o churrasco do dia das mães, as garotas resolveram reunir-se no Live Beer para um Happy hour. Estavam neste encontro, LF, CL e GS.

Transcrição

...((vozes incompreensíveis))GS:Nossa ta uma palhaçada essa greve cês tão de greve ainda"?
LF: To!(+) quase sessenta dias já.((vozes incompreensíveis))
CL: Eu também to sem salário não recebi nenhum centavo esse mês;((vozes incompreensíveis))
GS: E eles num dão nenhuma posição::se vai ter um acordo ou não vai:::? ((vozes incompreensíveis))
LF: Não meu;! o homem((em tom de ironia)) não negocia de jeito nenhum já teve várias(++)((vozes incompreensíveis)) tipo assim que eu me lembre teve duas ou três é::(+) ((vozes incompreensíveis)) reuniões que era para ser uma negociação mas ele não propôs nada, ((música de fundo)) sei como vai ficar isso ai não"!
GS: Não tem nein uma data para terminar?(2.0)((vozes incompreensíveis))
LF: Não;:: assim toda vez que marcam alguma: reunião a gente pensa que vai ter uma negociação,ai é um "balde de /ágra/ água fria"((metáfora)) porque ninguém(+) negocia nada, ninguém propõe nada/
CL: E o problema é a mídia né? a mídia fica::divulgando dados falsos, divulgando salários falsos, DIVULGANDO a porcentagem de professores que estão em greve: errada, tudo errado;! 
GS: mas por onde vocês vêm, assim::essas informações? na internet'? na televisão? ((risos ao fundo))
LF: Na internet principalmente a gente vê que sempre:: a PM divulga um número de:: pessoas no ato que é muito inferior, assim visivelmente inferior(++) ((vozes incompreensíveis)) fora que o próprio é:: portal ((distanciamento do som, para ascender um cigarro)) de transparência do governo ta dizendo lá que eu ganho quase 4.700 reais eu NUNCA ganhei isso na minha vida((indignação)) , nem quando eu tinha carga completa cum aula a noite que ganha mais i:::  ALE que é adicional de local de exercício que também tem um:::(+) uma gratificação a mais eu nunca cheguei nem perto de ganhar nem metade disso/
GS: Qui qué esse portal?((fala nervosamente))eu vi falar mais:: eu  num cheguei a:: verificar o que que é/
LF:É do governo mesmo!((vozes incompreensíveis))  É um portal de transparência que você digita o nome de qualquer funcionário público e aparece lá quanto essa pessoa SUPOSTAMENTE ganha mais quando você olha o salário de professores a maioria ta o dobro, o triplo que eles realmente ganham eu não sei pra onde esta indo esse dinheiro((indignação))/
CL:sem tirar::que eu tenho amigas na Zona leste que estão trabalhando cum salas de aula com 80 alunos
[GS:OITENTA?((erguendo as sobrancelhas)) 
[CL:Na lista: 
[CL:Sessenta e cinco presentes
[Gs:PRA UM PROFESSOR?((indignação))
[CL: e 80 pra um professor na lista. Isso num atingiu ainda Ribeirão Pires que é onde eu trabalho mais vai atingi né? começou no lado mais pobre /da/ do estado e vai continuar/
LF: foram fechadas mais de 3 mil salas(+)((vozes incompreensíveis)) nesse:,nesse ano eu tinha carga completa i fiquei com 18 aulas porque eu não tinha mais onde pegar aula na minha diretoria. 
GS: Eu vi uma reportagem:::essa semana que o Geraldo Alckmin vetou a verba né?((vozes incompreensíveis))  pra educação de jovens e adultos é verdade::?como é que é::? se /acei::/ como ta se aplicando isso?/
LF: Na minha escola que tem educação de jovens e adultos tem(++) 4 salas! Imagina ficar((risos ao fundo)) numa escola de periferia, a noite", até 11 horas da noite com 4 salas funcionando.(+)
GS: E como é pra vocês é::estar em greve: i saber qui uma BOA PARTE dos professores NÃO fazem greve?(2.7) ((vozes incompreensíveis)) 
LF: Ai: é revoltante!/
CL: eu entendo assim: que essa boa parte desses professores que não estão em greve, são muito influenciados pela mídia ((vozes incompreensíveis)) qui mente((indignação)) nos dados e também são influenciados por frustrações porque"eles acham que é do dia pra noite que essa briga de classes vai se resolver e eles tem que entender e tem que formar uma consciência política que não é assim! que vai demorar bastante pra gente conseguir alguma coisa, mas só que se não lutar não vai conseguir nunca! só vai perder cada ano a gente vai perdendo cada vez mais direitos e ai a educação vai ficando pior/.../

Análise

Trata-se de um diálogo entre duas professoras de Inglês e uma estudante de Letras, cujo o assunto abordado foi a greve dos professores.
A estudante, conduziu o diálogo de forma lúdica para criar um ambiente de conversa natural, afim de não deixar explícito que a conversa estava sendo gravada.
Com base no livro MARCUSSI, Luiz(2003).Análise da conversação.São Paulo:Ética. Observou-se na transcrição marcas da oralidade e do sotaque paulista.

Casos peculiares: Sendo o ambiente descontraído ocorre com frequência truncamentos de turno, que é a interrupção do diálogo entre os falantes. Neste caso, a CL foi a falante que mais cometeu interrupções no diálogo. Ainda no âmbito das interrupções, temos a sobreposição de vozes. Esta ocorre, sempre que uma ou mais pessoas falam ao mesmo tempo. Seja dentro do diálogo ou vozes de fundo. Outra características observada foi  o prolongamento de vogais em quase todas as falas da GS e da LF. Temos também, pausas frequentes, mesmo porque em argumentações é normal essa marca de oralidade já que os falantes levam algum tempo para organizar seus argumentos e respostas ao decorrer do discurso. 

Observando a transcrição como um todo, tanto a CL, a LF e a GS fazem uso predominante de abreviações de palavras. Esta é uma marca de oralidade recorrente em todas as línguas. A respeito dos sinais de entonação, a fala da LF continha muitas descidas, enquanto que a fala da GS não apresentou esta forma de entonação. Neste mesmo âmbito, as três  apresentaram o mesmo número de subidas. No aspecto fonético, o diálogo apresentou uso predominante de ênfase, em especial na fala da GS. Ocorreu também, o uso de  linguagem não verbal frequentemente  na fala da LF, isso mostra o quanto ela foi afetada pelo tema da conversa. Já a GS, teve uma expressão de surpresa em algumas informações ao decorrer do diálogo. O diálogo também apresenta na fala da LF, recursos estilísticos como: Ironia e metáfora.